quinta-feira, 28 de abril de 2016

NOTA DE REPÚDIO À CONDENAÇÃO INJUSTA DOS PRESOS E PRESAS POLÍTICAS EM ANGOLA

LIBERDADE JÁ!
Nós, movimentos sociais, instituições e organizações brasileiras, por meio deste,
manifestamos nossa SOLIDARIEDADE aos presos e as presas políticos em Angola e
REPUDIAMOS a condenação injusta dos/das ativistas - o chamado processo 15 +2 -
que se deu em função da repressão do Governo Angolano aos direitos humanos, em
especial, à liberdade de expressão e de reunião.
Os ativistas políticos e dos direitos humanos foram presos por forças de
segurança angolanas no dia 20 de junho de 2015, na capital, Luanda. Estavam
pacificamente reunidos para discutir preocupações acerca da política e do governo que
está sob a liderança do Presidente José Eduardo dos Santos há 36 anos. Foram acusados
de planejar “alterar a ordem e a segurança pública” do país.
Os 17 ativistas foram condenados no dia 28 de março de 2016 pelos crimes de
“actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores”, com penas distintas entre
eles que variam de 2 a 8 anos de prisão. Dentre estes, destacamos a presença de duas
mulheres ativistas Laurinda Gouveia e Rosa Conde e do jornalista Domingos da Cruz,
ex-estudante de curso de pós-graduação na Universidade Federal da Paraíba.
Manifestamos nossa preocupação com as condições de saúde e a integridade
física dos presos e das presas políticas, tendo em vista as condições do cárcere e as
denúncias que têm sido realizadas por amigos e familiares. Segundo denúncias, os/as
presos/presas políticos/as estão vivendo sob condições desumanas com celas e
estruturas que violam os tratados internacionais de direitos humanos.
Repudiamos qualquer tipo de repressão a homens e mulheres em face do
legítimo exercício do direito de associação, liberdade de expressão, de reunião e
liberdade política, o que se configura em rupturas severas com os princípios
democráticos e republicanos. Exigimos que o Governo Angolano atue em
conformidade com os compromissos assumidos de proteção dos Direitos Humanos
e os princípios Democráticos, garantindo a liberdade dos 15 presos políticos e das 2
presas políticas em Angola.

Brasil, 24 de abril de 2016.

Para aderir à nota envie um email para tatygut@gmail.com com o nome da organização, instituição e movimento social até dia 7 de maio.

Mais informações:


Assinam:
Comissão de Direitos Humanos da UFPB
NEABI – Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas da UFPB
Grupo MARIAS de pesquisa e extensão em gênero, educação popular e a acesso à justiça - UFPB
Centro de Orientação e Desenvolvimento de Luta pela Vida – CORDEL VIDA
Centro de Referência em Direitos Humanos da UFPB
Lapsus
Loucid
Observatório fundiário e ambiental - UFPB

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Semana Nacional do Livro no Vale do Mamanguape-PB

Com a temática Promoção e Desenvolvimento da Leitura no Universo da Capoeira e suas Interfaces, de 25 a 29 de abril acontecerá a Semana Nacional do Livro no Vale do Mamanguape, no campus da UFPB.
Rodas de diálogo, debates, divulgação e feira de livros são algumas das atividades da programação.

Vigília Brasil (Salvador) 15+2

Em solidariedade as/aos presas/os políticas/os Angolanas/os, condenados injustamente no dia 28 de Março de 2016 - o chamado processo 15 +2 - o Coletivo de Entidades Negras, o Movimento Nosso Bairro é o 2 de Julho e professoras/es e alunas/os da Universidade Federal da Bahia se reuniram em vigília em Salvador, em frente ao Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) para protestarem contra está condenação.


 


  

          
A vigília aconteceu no dia 30 de março, em Salvador, e contou com velas, cartazes e uma intervenção artística de grafiteiros de Salvador.

O caso 

Os ativistas políticos e dos direitos humanos foram presos por forças de segurança angolanas no dia 20 de junho, na capital, Luanda. Estavam pacificamente reunidos para discutir preocupações de política e governo sob a liderança do Presidente José Eduardo dos Santos, que tem as rédeas do poder há 36 anos. Foram acusados de planejar “alterar a ordem e a segurança pública” do país.
Os 17 ativistas foram condenados no dia 28 de março pelos crimes de “actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores”, com penas distintas entre eles que variam de 2 a 8 anos de prisão.
Dentre eles, destacamos a presença de duas mulheres ativistas Laurinda Gouveia e Rosa Conde. Laurinda Gouveia, estudante de Filosofia na Universidade Católica, era a repórter do grupo: tirava fotos e filmava a brutalidade da atuação da políciaLaurinda divide um beliche com Rosa Conde, 28 anos, condenada a dois anos e três meses. 
Uma página no Facebook monitora e acompanha todas as informações sobre o processo 15+2, você obter mais informações e acesso direto à Fan Page clicando aqui


quarta-feira, 30 de março de 2016

Cadernos Afro-Paraibanos

A Coleção Cadernos Afro-Paraibanos (CAPs) tem como objetivo principal divulgar conhecimentos sobre a temática racial, visando subsidiar professores/as da Educação Básica na implementação da Lei 10.639/03 (História da África e da Cultura Afro-brasileira).

O NEABI produziu, ao todo, quatro volumes dos Cadernos Afro-paraibanos. Para ter acesso ao volume I, intitulado Educação, Ações Afirmativas e Relações Étnico-Raciais clique aqui. O volume II Direitos Humanos, População Afro-paraibana e Mulheres Negras também está disponíveis para download aqui. O volume III e IV, Quilombos na ParaíbaEducação, Literatura Infanto-juvenil e Relações Étnico-raciais, respectivamente, encontram-se disponíveis para download no site dos Cadernos Imbondeiros: volume III e volume IV


Os CAPs se inserem numa proposta de educação antirracista, pela justiça social/racial e pela promoção da igualdade étnico-racial na sociedade brasileira, a partir da discussão sobre a educação escolar. Com a Coleção Cadernos Afro-Paraibanos, pretendemos colaborar para o conhecimento e o autoconhecimento da população negra e, consequentemente, para a construção positiva da autoestima e do sentimento de pertencimento desse grupo, o que pode contribuir para a construção de novos discursos e comportamentos mais respeitosos, e também para o fortalecimento da defesa dos direitos humanos no Brasil. Esperamos ainda que a Coleção se constitua um importante material didático para docentes da educação básica e possam subsidiar as temáticas da história e cultura afro-brasileira e africana.

A proposta de elaboração dos Cadernos Afro-paraibanos (CAPs) está em consonância com ações afirmativas, como a Lei 10.639/2003, que estabelece o ensino da História da África e da Cultura Afro-brasileira nos sistemas de ensino. Os CAPs também contemplam os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino de História, que incluem temas como as culturas tradicionais dos povos africanos, o colonialismo e o imperialismo na África, a descolonização das nações africanas, os estados nacionais africanos, africanidades etc.
O projeto dos Cadernos também está em consonância com a resolução 198/2010, do Conselho Estadual de Educação do Estado da Paraíba, em que, no seu primeiro artigo regulamenta as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e da História e Cultura Indígena para o sistema estadual de ensino da Paraíba.



segunda-feira, 28 de março de 2016

III Congresso Nacional de Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Igualdade Racial no Ambiente Escolar - CNEPRE


De 10 a 13 de maio de 2016, a UFCG sediará o III Congresso Nacional de Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Igualdade Racial no Ambiente Escolar - CNEPRE. A opção pelo subtítulo IGUALDADE RACIAL NO AMBIENTE ESCOLAR se deu para que se tenha um panorama de compreensões, proposições e interlocuções em que o território privilegiado seja o educacional, acreditando-se que o lugar que ocupa a escola e o tempo que esta abriga o processo educacional dos indivíduos em sociedade a tornam fundamental na formatação das individualidades que estão congregadas na coletividade social.
O prazo para inscrição vai até quinta-feira, 31 de março. Os valores variam entre R$ 30,00 e R$40,00. Para ter acesso ao formulário de inscrição e outras informações clique aqui .
Dentre os Simpósios Temáticos, haverá o ST - RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO, coordenado pela professora Dra. Solange Rocha (NEABI/UFPB) e Rayssa Carvalho, mestra pelo PPGH/UFPB. A proposta é fomentar o diálogo e o debate interdisciplinar entre as pesquisas na área da História e da Educação que tratam das relações étnico-raciais e de gênero nos contextos educacionais, tendo como base a intersecção das categorias gênero, raça/étnico-racial e classe social, inspiradas nas propostas dos movimentos sociais (feminista e negro) que, desde a década de 1970, tem colaborado com a produção de novos conhecimentos sobre sujeitos sociais invisibilizados e também tem obtido conquistas políticas importantes, como aprovação da Lei nº 10.639/03 (História da África e da Cultura Afro-brasileira) que inaugura uma política educacional que torna obrigatório a abordagem da temática étnico-racial no espaço escolar. Nessa perspectiva, as análises sobre a educação antirracista e antissexista têm lançado olhares para os processos de construção de identidades nos contextos educacionais, para os currículos, para a formação docente, para os materiais e produções didáticas, e para as experiências da prática docente, na forma como trabalham as questões étnico-raciais e de gênero e suas intersecções. Assim, a presente proposta de Simpósio pretende congregar comunicações que apresentem experiências pedagógicas que buscam efetivar a Lei 10.639/2003, afinal a Educação das Relações Étnico-raciais é fundamental para o reconhecimento da matriz africana no contexto brasileiro e para construção de relações raciais respeitosas e igualitárias. Ademais, esperamos agregar pesquisas, concluídas ou em andamento, mostrando as pessoas negras – mulheres, crianças e homens – como sujeitos históricos ativos e protagonistas de suas vidas. 

Debate Aberto ao Público: Democracia Brasileira e Igualdade Racial

Diante da crise política brasileira que coloca em risco a democracia, nesta sexta-feira, 01 de abril, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI/UFPB) realizará o Debate Democracia Brasileira e Igualdade Racial, tendo como debatedora a socióloga Dra. Cristina Matos* - DCS, PPGS, NEABI/UFPB. O evento acontecerá no Auditório Multimídia/Bloco C/CCHLA, às 15h.  Participe!



*Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará, mestrado (UFPB) e doutorado (UFC) em Sociologia. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em outras sociologias específicas, tendo trabalhado, principalmente, com os seguintes temas: comunicação, cultura, cinema, conflito e autoimagem, relações raciais. No período 2007-2008 participou do Programa de Formação de Quadros do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento-CEBRAP. Desde 2008 é professora do Curso de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal da Paraíba. É membro do Núcleo e Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI/UFPB) e é uma das editoras da Revista Política & Trabalho.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

CURSO DE EXTENSÃO - CIÊNCIA SOCIAL E HISTORIOGRAFIA NO SÉCULO XX

Com o propósito de atender as determinações legais e propiciar continuada para profissionais da área de humanidades e reforço teórico para estudantes de graduação (licenciatura e bacharelado), propomos o CURSO DE EXTENSÃO: CIÊNCIA SOCIAL E HISTORIOGRAFIA NO SÉCULO XXa ser desenvolvido pelo Departamento de História da UFPB em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas/NEABI, que tem como missão institucional sistematizar, produzir e difundir conhecimentos, saberes e fazeres que contribuam para a promoção da equidade racial e dos Direitos Humanos, tendo como perspectiva a superação do racismo e outras formas de discriminação. A teoria social comparada pode contribuir para analogias de conhecimentos e saberes científicos (europeus, africanos e americanos).

Os interessados devem fazer o download da ficha de inscrição clicando AQUI e enviar a ficha preenchida para o email: 
neabi.ufpb@gmail.com

Para fazer o download da ficha de inscrição, é rápido e simples: Basta clicar AQUI em seguida no MENU "Arquivo" e selecionar a opção "salvar como"